Alfa

Agora a aula começou de verdade. Na semana passada a coisa foi muito de apresentação, como é de se esperar, mas agora desenvolveu.

Tivemos a primeira aula de Processos de Criação, e foi simplesmente excelente. Mal entrou em sala, e o professor, arrogantemente já nos colocou em uma longa situação de stress. Nos xingou, foi agressivo e desnecessariamente prepotente. Mas ficamos todos felizes quando ele revelou que tudo não passava de uma dinâmica em grupo. Tanto a atuação do professor quanto a dinâmica foram muito boas.

Estou agora vendo de verdade a diferença deste curso para a época que eu fiz Sistemas de Informação. Lá era um ambiente muito mais quadrado. Mais formal. Não que isso seja ruim, só é diferente. No lugar da exatidão do curso de sistemas, o mar de curiosidades e tons do Design de Produto.

Mudam também as pessoas, que agora são completamente alternativas, e gostam de ser assim. Hoje tinha um cara amarradão, sentado sozinho no meio do pátio comendo empadinha, usando de chapéu uma embalagem de bolo. E quer saber? Tá ok! Deixa o cara comer o bolo dele em paz. Chapéu por chapéu, Raul Seixas levava o dele pro banho.

Estou simplesmente encantado com a coisa toda. Voltar à vida acadêmica está sendo muito empolgante. Ainda mais numa instituição tão bacana, e num momento tão certo da minha vida.

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O Pulso – Parte 2

Seu melhor amigo Nikolai está deitado naquela gaveta totalmente branco e desfalecido. Seus olhos fechados e apáticos não demonstram a menor compaixão com a situação que se passa em volta. Lembranças voltam à mente do dr. Pepper com uma força descomunal:

Ele e Nikolai estão bebendo cervejas enquanto assistem a um jogo de futebol;
Agora ambos estão entrelaçados com garotas que possuem alianças de namoro, e cada um dá um sorriso para o outro com aquela cara de quem sabe estar fazendo algo errado;
Nikolai, agora com 13 anos, está pregando chiclete no cabelo da garota que se senta na carteira à sua frente;
Doutor John no auge de seus 5 anos percebe que o garotinho loiro está sozinho no parque, e o pergunta se aceita que eles se tornem amigos.
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O Pulso

A caçada é frenética. Um homem corre de policiais que tentam alcançá-lo á todo custo, e ele sente que os oficiais se aproximam a cada minuto. Felizmente os becos do centro são estreitos, e para um tipo tão magro como ele é fácil se esquivar, porém a polícia usa aqueles exo-esqueletos fantásticos que dão velocidade sobre-humana à sua equipe. O homem vira uma esquina e rola uma lata de lixo pelo caminho espalhando peixe fedido e cascas de batatas pela viela, mas isso mal desacelera os homens-da-lei. Ele sabe que o segredo guardado em sua mente livrará o planeta da ditadura, e assim tem a certeza de que não pode desistir. Muitos morreram para que ele pudesse chegar até ali. Tantos sacrifícios, tantas pessoas deram a própria vida pela causa. Ele não poderia falhar.
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Inventando moda de índio

Não é de hoje que eu já percebi que o ser humano só evoluiu pra inventar moda. Vira e mexe alguém aparece com alguma coisa que consegue ser mais estranho idiota do que tudo o que já tinha saido inventado na face of the earth. Inventar moda. É a sina do seromano.
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Uma nova visão sobre o funk no busão

DJs de ônibus. Estes seres tão odiados de 11 entre 10 cidadãos de bem. Hoje eu vou falar como consegui entender um pouco da mente dessas pessoas que só querem um pouquinho de atenção e encontrar seus semelhantes nos transportes públicos. Você também deve estar se perguntando “O que leva alguém a ouvir música sem fone de propósito?”. Se é essa sua pergunta, sigam-me os bons.

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Desodorantes e a BHTrans

Se acalme jovem jedi. Este post não é sobre desodorante de pedreiro. Vamos falar hoje sobre os radares de avanço que estão se alastrando por BH e muitas outras cidades Brasil afora. De onde eles nascem? Quem os instala? Eles são de mentira e foram instalados somente para intimidar. Verdadeiro ou falso? Seremos multados mesmo durante a madrugada? Essas e outras repostas nesta sexta, no Globo Repórter.

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O (des)fenômeno da Orkutização

Enfim o Instagram chegou ao Android. Aquele aplicativo tão adorado por hipsters malditos foi disponibilizado também para o bonde do robô. O suposto elitismo que residia no funcionamento apenas para donos de iPhone cai por terra, mas levanta a poeira de uma discussão já recorrente. Quão maléfica é a Orkutização de determinado assunto? Esclareço:

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Já me mijei em sala de aula

Por mais vergonhoso que soe, eu já me mijei total e completamente em plena sala de aula. Porém não ache que isso me foi vergonhoso e eu fiquei chorando no meio das outras crianças. Na verdade foi tudo um ato de rebeldia planejada com uma forte tendência trollística! Explico:
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Minha mãe ainda me mata!

É impressionante como nossas mães tem o poder de prever várias furadas que vão acontecer nas nossas vidas né? Coisas simples como “LEVA O CASACO MENINO MALDITO!” até coisas como “Não brinca disso senão alguém vai acabar perdendo uma unha do dedão!”. Com tristeza já fui vítima dos dois casos. Conto:

O dia em que quase perdi o dedão do pé

Quando criança eu era tão encapetado quanto o saci-pererê com diarréia galopante. Quando juntávamos eu, meu irmão, e as outras encarnações do mal crianças do prédio, o mínimo que a brincadeira ia dar era merda. Certa vez estávamos todos andando de patins e skates, quando tivemos a excelente idéia de pegar portas velhas para fazer rampas e tunnar a brincadeira. Como boa vidente que é, minha mãe logo tratou de lançar:

“Não façam isso. Essa porta vai acabar caindo no dedo de alguém”.

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