Já me mijei em sala de aula

Por mais vergonhoso que soe, eu já me mijei total e completamente em plena sala de aula. Porém não ache que isso me foi vergonhoso e eu fiquei chorando no meio das outras crianças. Na verdade foi tudo um ato de rebeldia planejada com uma forte tendência trollística! Explico:

Quando criança eu já era um pequeno espécime de criador do caos e bagunça generalizada. Já no terceiro período me apontavam (com razão) como responsável por pequenas rebeliões na escola.

Num belo dia de terceiro período nós estávamos estudando como bons robôzinhos treinados e bateu o sinal do recreio. Aquela massa de anões saiu correndo pro pátio como macacos atrás de um doce de leite. Me lembro bem que naquele dia eu passei o intervalo inteiro analisando o comportamento das outras crianças. Aliás essa era uma mania que eu tinha. Adorava ficar tentando entender como funcionava a interação que ocorria naquele ambiente quase anárquico chamado pátio. Dava pra ver bem o grupo das popularezinhas esnobando os popularezinhos, o grupo dos perdedores jogadores de futebol, os nerds (grupo do qual eu fazia parte) e mais uma porrada de outros. Mas nesse dia eu estava isolado e analisando o comportamento dos grupos. Inclusive nesse exato dia eu profetizei que aqueles inclusos em ambos os grupos “jogadores de gutebol” e “popularezinhos” ao mesmo tempo, não seriam ninguém na vida. Incrível como acertei na mosca. Hoje eles são atendentes do McDonalds e/ou operadores de call centers. Estranho né? Não.

Bom, acabou que eu passei tanto tempo estudando o que eu acreditava ser o mais alto ponto da análise comportamental, que esqueci de ir tirar água do joelho. O sinal tocou e eu fui correndo pra sala, mas já com o siri beliscando minha uretra. Subi as escadas pensando em maneiras de segurar aquele líquido vergonhoso por mais algumas horas, a fim de não manchar permanentemente a minha reputação na escola. Entrei na sala com a situação quase controlada, mas quando sentei o pandeiro na carteira a coisa ficou preta. Acho que o ato de sentar comprimiu meus rins, e uma enxurrada de xixi chegou à minha bexiga. Consigo até imaginar os pequenos trabalhadores da Rimlândia recebendo ordens do Comando Central para abrir as comportas.

-Trabalhadores de Rimlândia, aqui é o Comando Central. Favor abrir comportas e direcionar o fluxo para Bexigópolis.
-Wut?! Comando Central, Bexigópolis já está sobrecarregada. Se abrirmos as comportas pode ser que ocorra estorno involuntário.
-Faça o que eu digo rapaz! Entrarei em contato com Boca-Do-Norte e eles tentarão conseguir uma liberação de acesso ao terminal de descarga.

Nesse momento boatos chegaram a Bexigópolis e o bicho pegou. Alguns trabalhadores responsáveis por pinçar a uretra largaram amedrontados seus postos de trabalho e gotinhas de xixi foram parar na cueca. Vi que não conseguiria segurar por mais tempo e resolvi pedir para a professora uma liberação para o banheiro. Vocês já deve imaginar né? A véia coróca disse que não ia rolar porquê a gente tinha acabado de voltar do recreio, e recreio é que é hora de fazer xixi. MALDITA! Mal sabia ela que eu estava estudando o comportamento de possíveis futuros sequestradores de bancos, e que um dia aquele conhecimento poderia ser usado para salvar vidas.

Expliquei para ela que a vontade só apareceu quando sentei na carteira mas ela foi impassível. Imagina a cara daquele ser:

A diferença é que ela mantinha aquele sorriso maldito de quem detém um pouquinho de autoridade e fica abusando da mesma. Quase igual a porteiro de puteiro e segurança de estacionamento de shopping, sabe?

O suor já brotava frio na minha testa juvenil quando ela vira pra mim e diz “Devia ter pensado isso antes de ficar o recreio inteiro jogando futebol. Se quiser faz na calça mesmo.

Brother. Brother. BROTHER! Minha mente diabólica se ativou e um fluxo constante de pensamentos vingativos correu toda a minha mente.

Eu acho que a própria professora viu que ia dar merda, pois eu lembro da cara que ela fez quando terminou a frase.

Voltei calado pra minha carteira como se nada tivesse acontecido, sentei e imediatamente mijei uma área de 2 metros quadrados do chão da sala. Fiz na calça de propósito enquanto olhava nos olhos da professora. Cara, aquela velha maldita entrou em desespero. Começou a me pedir desculpas e me levou correndo para a diretoria.

A partir daí é fácil de imaginar. Minha mãe foi chamada e a professora teve que explicar porquê é que um aluno “inocente” teve sua ida ao banheiro negada. Até hoje não sei como ela não perdeu o emprego.

A partir desse dia as professoras pensaram duas vezes antes de bulir comigo. Muahahaha!

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2 pensamentos sobre “Já me mijei em sala de aula

  1. auhauahuahua parte mais linda de todas é a de Bexigópolis, que imaginação foda!

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