Uma nova visão sobre o funk no busão

DJs de ônibus. Estes seres tão odiados de 11 entre 10 cidadãos de bem. Hoje eu vou falar como consegui entender um pouco da mente dessas pessoas que só querem um pouquinho de atenção e encontrar seus semelhantes nos transportes públicos. Você também deve estar se perguntando “O que leva alguém a ouvir música sem fone de propósito?”. Se é essa sua pergunta, sigam-me os bons.

Não vou ficar aqui falando sobre como isso é um ultraje, sobre como funkeiro merece morrer e ter a família sodomizada por camelos albinos. Textos desse jeito já tem muuuuita gente fazendo. Vou tentar abordar o outro lado da questão. Analisar a mente do funkeiro. Ok?

Eu sou o tipo de cara que consegue curtir qualquer tipo de música, desde clássica até sertanejo-bicho-de-pé. MAS eu acho que tudo na vida tem limite. Obrigar outras pessoas a ouvir a música que você gosta é não só falta de respeito como também um fato absurdo. Porém, como bom criativo que sou isso me gera mais curiosidade do que indignação. Há tempos venho me perguntando o que passa na cabeça dessas criaturas, e em conversa com um amigo funkeiro descobri os sentimentos por trás desse costume tão patético.

Vamos colocar da seguinte maneira. Se imagine sentado no ônibus ouvindo seu rock com o fone de ouvido como toda pessoa civilizada faz. Então no momento de dar sinal para descer o fone desencaixa do conector e Stairway to Heaven começa a tocar no último volume. Bate aquele susto e você corre pra acabar com a barulheira, mas alguém do seu lado encosta em seu ombro e diz “Cara, essa música é muito boa. Deixa tocando que a galera vai curtir.” Imagina só. Puta sensação boa né? Encontrar um completo estranho que gosta exatamente do que você gosta! Pois então, é isso que o funkeiro está buscando! O único porém é que ele não tem educação e muito menos desenvolvimento social pra buscar esse semelhante.  Ao invés de deixar isso acontecer espontaneamente, ele promove uma forçação de barra capaz de tirar do sério as mais antigas tartarugas das Ilhas Galápagos.

po vei...botta um fone ae...atarpahlando meu sosego...chatiado

E tem outra também, que população cuzona essa nossa né? Felizmente eu já não andava mais de ônibus quando esse costume começou. Comprei minha moto há 5 anos, e naquela época este tipo de show ainda não acontecia nos coletivos. Pôxa. São 80 no ônibus pra só um funkeiro. É assim tão difícil juntar todo mundo e jogar o funkeiro pela janela com o veículo se movendo a 93km/h? Pôxa! Custa nada! Ele ia cair de cabeça, ter um traumatismo ucraniano e NUNCA MAIS ia querer saber de incomodar ninguém na vida. Oooooou ele podia voltar com uma arma e promover um massacre bem Tarantinesco. Mas eu prefiro a primeira opção.

Esse mal-costume também ocorre com boyzinhos explodindo nossos tímpanos com seus sons no carro. O que leva alguém a colocar um equipamento sonoro que custa 20 mil reais num Gol Bolinha 84? Aceitação. Essas pessoas buscam aceitação acima de tudo! Muitas vezes essa é a única forma que eles encontram para serem aceitos em seu meio. E pior! Muitas vezes o meio praticamente exige que estas pessoas façam isso para serem aceitas. Mais ou menos o que ocorre com os pichadores. Ou você picha um lugar MUITO algo ou você não é “elite”.

A grande massa destas pessoas só quer chamar a atenção mesmo. Eles querem “causar”. Muitos querem realmente que todos fiquem indignados e nervosos só pelo prazer de receber atenção, seja ela boa ou ruim. Mas MUITOS deles não passam de crianças crescidas buscando atenção da mãe. Se eles vão precisar quebrar o vaso da dinastia Ming ou jogar o cachorro na privada não importa. Dê à criança seu biscoitinho e ela vai ficar no canto dela sem chorar. Pena que eu funkeiro é perigoso dar palmada.

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