Inventando moda de índio

Não é de hoje que eu já percebi que o ser humano só evoluiu pra inventar moda. Vira e mexe alguém aparece com alguma coisa que consegue ser mais estranho idiota do que tudo o que já tinha saido inventado na face of the earth. Inventar moda. É a sina do seromano.

Não pense que eu estou falando daquela moda praticada nas passarelas de Milão ou na Sumpaulo Fashion Week. Estou falando mesmo é da falta de assunto de algumas pessoas que as faz inventar cada coisa que até deoz duvida.

A galere do momento inventou uma parada nova chamada “Parto Humanizado”. A coisa toda consiste basicamente em mulheres dando a luz sem qualquer intervenção médica. Nem remédios para induzir o parto nem drogas pra minimizar o sofrimento da mãe. Normalmente tudo é feito dentro de casa, numa piscininha de mil litros esterilizada com enfermeiros só pra cuidar de uma eventual emergência.

A desculpa de quem busca o parto humanizado, é que essa é a maneira mais natural de dar a luz. Então minha querida leitora natureba vem dizer “Mas Heitor, não era assim que os índios davam a luz?” Sim querida beterraba leitora. Porém vou elucidar algumas diferenças básicas.

– Água gelada: Quando nós, brazucas, andávamos nus com a cara pintada de urucum e nossa alimentação era basicamente mani e carne de tatu, nossas nativas de tetas caídas davam a luz no rio. A água era uma friaca inacreditável e ainda corria o risco de peixes-candiru adentrarem lugares obscuros. Ao contrário das mamães naturebinhas, que ficam trocando a água da piscininha por uma bela porção de líquido morno constantemente. Fácil né?

alternativo

Matéria no G1: Em pleno natal australiano mãe tem parto humanizado dentro de lago congelado. Filho nasce tão assustado que vira um japa de 42 anos.

– Complicações: No meio da tribo os partos também costumavam virar treta. A grande diferença é que nos partos humanizados um enfermeiro acompanha o procedimento todo. E aí? Se der merda as mães vão seguir na moda índia ou vão correr pro hospital? Pois é.

– Tempo: Um parto humanizado pode facilmente passar de 24 horas, enquanto num hospital o processo pode ser facilmente adiantado com remédios. A demora traz sofrimento pra mulher, pro neném e principalmente pro marido babaca que TEM que fazer as vontades da esposa.

– Opções: O que me deixa mais bolado é que as mulheres da cidade tem opções para sofrer menos durante o parto. As índias não podem chamar um obstetra e pedir uma anestesia, mas aqui na cidade tem jeito! Porquê alguém se submete á uma dor completamente desnecessária? Por puro fogo no rabo.

Essas coisas me fazem pensar que não adianta quanto a medicina vai evoluir, sempre vai ter alguém pra fazer uma idiotice só pra chamar atenção. Milhões são gastos em pesquisas para descobrir a melhor maneira de nascer, mas essas mulheres continuam querendo “humanizar” a coisa. Humanizar é causar mais sofrimento? Espera só essa mulher ficar muito doente, e eu quero ver se ela vai querer uma gripe ou um câncer humanizado. Oráite?

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